13 de dezembro de 2010
Ninguém toca o som, mas ele tudo toca. E tudo que ele toca é tecla, sopro, corda – nômade dos ouvidos, vibra no arco do pavilhão coletivo. Sua arque-acústica revela o inconsciente auditivo.
A vida é como um instrumento de corda; o que nela olha aquele que vê, se desentoca. Imagine o som com pés. O que escutamos são suas pegadas. A sola toca o solo. A música que se ouve, houve.
O invisível é o som ser uma imagem. De poros esbugalhados. O som fora do campo auditivo é um rito. É possível tocar esse instrumento extra-sonoro ao vivo. Reboot iniciático.
O som bate à porta. Escute o seu convite.
Arte. Boate.
Fernando Gerheim
Dia:Quinta feira dia 16 Dezembro as 19:30h
Local: Armazém Fidalgo
R. Siqueira Campos 143 – 2º Piso Ljs 147/150
Copacabana- Rio de Janeiro














