ESTUDANDO O SOM

2 de março de 2010

Marcelo Yuca e Dj Mam convidam Siri para participar do programa de rádio, não transmitido,ao vivo.

O evento mescla diversão, cultura e arte contemporânea.

Siri fará um pocket show do seu novo CD Ultrasom.

sábado dia 20 SESC Copacabana 

Domingos Ferreira 160, Copacabana – Rio de Janeiro

20:00h

R$16,00 inteira e R$8,00 meia

Petrobras apresenta a turnê Ultrasom

15 de outubro de 2009

Após levar um Fusca 69 para o palco em seu trabalho de estreia, Siri virou referência em experimentação musical. Em seu novo CD, “Ultrasom”, Siri não foge à expectativa.

Durante a gestação de sua filha Clara, Siri embarcou numa viagem inusitada pelos sons produzidos pelo corpo humano – mais precisamente, sons do útero materno.

“Ia às sessões de ultrassonografia e ficava encantado com aquela vida que surgia e o som que produzia. Não tive dúvidas: ali estava a minha nova inspiração.”

Gravado em exatos 9 meses, Ultrasom é uma viagem de sons, imagens e texturas gravados das sessões da ultrassonografia de Clara.

CD ULTRASOM

Na primeira faixa, “Ultrasom”, fica clara a intenção do artista. Sons de respiração, coração, líquido amniótico, fluxo sanguíneo, batimento cardíaco e sons do ventre se fundem, formando uma verdadeira orquestra uterina. Em seguida vem “Chorinho nº1”, a faixa mais conceitual e um valioso registro: o primeiro choro de sua filha Clara, gravado ainda na maternidade.

Além dos arranjos inusitados, Siri assina a produção musical e a gravação de toda a parte rítmica, tocando instrumentos como bateria, tablas, didjeridoo, surdos, berimbaus e pandeiros, além de harmonium e trompete na faixa “Anjo do Mato” e um vocal percussivo em “Papai Chamou”.

Afora as experimentações rítmicas em “Ultrasom”, músicas como “Siriará” e “Clariando” são uma agradável surpresa, muito além das fórmulas a que o gênero está acostumado. O universo explorado em “Ultrasom” é além dos vigorosos ritmos e dos belos temas – o das “texturas sonoras”.

Na ultima faixa “Placenta”, Siri propõe uma reflexão sobre nascimento da vida x música.

“…Após o nascimento de Clara fiquei impressionado com a placenta, um órgão que nutre o feto durante nove meses e depois é jogado fora. O mesmo acontece com os áudios do CD. Não pensei duas vezes: fiz uma música chamada Placenta com sobras de áudio…”

As participações de músicos como Sacha Amback (pianos), Jr. Tostoi (guitarras), Nicolas Krassik (violino), Iura Ranevsky (cello), Bruno Migliari e Denner Campolina (contrabaixo) e Leo Sousa (vibrafone), e a participação especial de Lenine em “Cordão Umberimbau”, dão brilho ao novo CD do músico e multi-instrumentista Siri.

Siri em Feto

SHOW ULTRASOM

Imagine como seria passar nove meses trancado em uma sala escura. O lugar: apertadinho, porém confortável, envolvido por uma marcação de tambor constante, e por um barulho esquisito de líquidos borbulhando. Você ouve, sem poder entender, conversas abafadas do lado de fora, que parecem vir de todos os lados ao mesmo tempo. Não há muito o que fazer lá dentro além de brincar com o saco transparente que te embrulha e beber o líquido quase sempre doce à sua volta.

Essa é a inspiração para o novo espetáculo de Siri – “Ultrasom”

O cenário elaborado para o projeto tem como ponto de partida uma instalação, “Ventre materno”, onde o público e músicos são envoltos pelo cenário em forma de útero. Tem início então uma viagem musical com vários elementos. Sons extraídos das sessões da ultrassonografia de Clara viram música.

Coração, pulmão, respiração e fluxo sanguíneo dão sustentação ao ritmo, e se fundem a sons produzidos por dois percussionistas e um quarteto de cordas (violino, cello, viola e baixo acústico). Projeções feitas pela artista visual Deborah Engel, parceira de Siri em diversos trabalhos, completam a atmosfera de “Ultrasom”, nos levando a uma viagem de inesgotáveis sensações.

Siri conduz a plateia a uma experiência sonora quase hipnótica. Cinquenta minutos em que mal se consegue piscar os olhos. O projeto aposta no ineditismo, no experimentalismo e na ousadia, propostos por Siri para provocar um novo olhar sobre a maneira de pensar e fazer arte, necessária no processo de transformação sociocultural do país.